40º FENATA/Crítica: Espelunca por Venício Angelici

25 nov

 

Foi uma grata surpresa ver o espetáculo apresentado pelo grupo Milongas, do Rio de Janeiro – RJ, formado a partir da união de alunos de interpretação e direção, da Escola de Artes Cênicas da UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), que tinham a intenção de realizar uma pesquisa na área de Cultura Popular.

“ESPELUNCA” conta a história do dono de um restaurante decadente, que tenta mantê-lo, mas nenhum cliente aparece… Até que chega uma figura inusitada, e os dois, em uma comunicação confusa, vão se deixando levar às situações diversas que esse lugar pode proporcionar.

Adriano Pellegrini (dono do restaurante) e Roberto Rodrigues (Cliente), partiram de pesquisa e estudo da palhaçaria clássica (Joe Jackson, George Carl) , e inspirados no cinema mudo ( Charles Chaplin, Buster Keaton) e vídeos de animação, desenvolveram números que foram organizados pelo dramaturgo Breno Sanches, que também assina a direção.

A dramaturgia do espetáculo de dá apenas em âmbito corporal e gestual, não havendo diálogo falado entre os personagens.O trabalho dos atores é magnífico, são muito expressivos e apresentam expressão corporal invejável. Fazem coisas incríveis com o corpo, entrando e saindo nas mesas e cadeiras dobráveis.

A música é a terceira força da peça, depois dos atores. A trilha sonora, composta de chorinhos deliciosos, dá o tom de brasilidade à trama e leva as assinaturas de Breno Sanches, Matheus Rebelo, Roberto Rodrigues e Adriano Pellegrini. Este último toca “colheres” de forma inacreditável.

Arlete Rua e Thais Boulanger assinam cenografia, figurino e adereços. Essa dupla criou cenário simples e bastante funcional: uma mesa e duas cadeiras dobráveis, um biombo dobrável, um balcão com rádio antigo, uma sanfona e a placa na parede com o nome do restaurante: ESPECIAL e ÚNICA GASTRONOMIA, que tiveram algumas letras apagadas, restando o nome… ESPELUNCA. Os figurinos e adereços são muito bons, revelando pesquisa apurada.

Aqui está o resultado de teatro experimental de altíssima qualidade, feito por gente competente e estudiosa, preocupada com os rumos do teatro.

O crítico Venício Angelici é contratado da organização do festival

retirada do site: http://portal.uepg.br/noticias.php?id=3557

COMEÇARAM AS COMEMORAÇÕES DOS 10 ANOS DO GRUPO MILONGAS!

11 nov

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Em comemoração aos seus 10 anos, o Grupo Milongas estreia o espetáculo infanto-juvenil Era uma vez, e não era uma vez…, no dia 03 de novembro de 2012, no Teatro Municipal do Jóquei. O espetáculo foi a primeira montagem do grupo e agora volta completamente reformulado para comemorar esse momento tão especial.

 O espetáculo utiliza-se de lendas, autos, danças, folguedos, cordel, jogos, brincadeiras populares e musica ao vivo, resultando em um espetáculo ritmado e dinâmico que envolve o público de forma lúdica.

Apresentações aos sábados e domingos – de 03 de novembro a 16 de dezembro – 18h30m

Era uma vez, e não era uma vez… é a estória de um Menino que tinha um Avô; era ele o herói que criava seu mundo de fantasias, contando-lhe histórias e ensinando-lhe brincadeiras. Entretanto, a perda do avô fez com que o Menino caísse em profundo desânimo. Desde então o Menino se recusa a cultivar seus sonhos e a penetrar no mundo da imaginação. Esse sentimento de tristeza provoca o surgimento de quatro criaturas fantásticas que, através de brincadeiras, danças e enigmas o ajudam a reerguer-se, resgatar sua alegria e a enfrentar seu medo. Essa aventura que se passa no limiar entre o mundo real e o imaginário permite ao personagem passar por experiências que o conduzem na busca do amadurecimento.

Deu a louca no Prefeito!

16 jan

 

 

RIO -O dia nem chegou à metade e a notícia já era velha. Poucas horas depois de ler a reportagem “Acabou a ocupação”, publicada pelo GLOBO nesta terça-feira, o prefeito Eduardo Paes decidiu voltar atrás e manter o modelo de ocupações como mecanismo de gestão e programação para cada uma das salas que compõem a Rede Municipal de Teatros — Carlos Gomes, Maria Clara Machado, Café Pequeno, Ziembinski, Espaço Sérgio Porto e Sala Baden Powell.

— As ocupações não acabaram — disse o prefeito, por telefone.

Ele afirmou que a Secretaria municipal de Cultura entrará em contato com os diretores responsáveis por cada projeto de ocupação e garantiu que seus contratos, que vencem neste mês de dezembro, serão prorrogados por mais seis meses. Só então novos projetos começarão a guiar a programação das salas. O prefeito anunciou ainda que a pasta irá lançar, “o mais breve possível”, um novo edital.

— O nosso objetivo é dar continuidade a esse trabalho. Se uma ocupação deu certo e outra não, vamos ver o que temos de mudar, assim como iremos reparar e melhorar o edital o quanto antes para que ele possa ser logo publicado. Quando decidi adotar o modelo de ocupações, em 2009, acreditava no que ainda acho o melhor para os teatros da cidade, que este é o modo mais democrático, inteligente e efetivo de cuidar de cada espaço.

Na reportagem, o secretário Emílio Kalil anunciava que, a partir de janeiro, uma comissão seria responsável pela programação dos teatros da cidade. Ela seria formada por três representantes da sociedade civil — os pesquisadores Daniel Schenker e Tânia Brandão e pela diretora Lúcia Coelho —, que trabalhariam em conjunto com os gestores municipais Alessandra Reis (coordenadora de Artes Cênicas e Música), Diana De Rose (gerente de Dança), Marcos Souza (gerente de Música) e Robson Outeiro (assessor do secretário de Cultura). Kalil justificava a decisão da prefeitura de suspender a realização de um novo edital pelo fato de 2012 ser, em tese, o último ano da gestão do prefeito. Nesta lógica, as ocupações da rede, que têm como base um período de dois anos, poderiam ser interrompidas ao fim do primeiro ano, numa possível troca na administração municipal. E, assim, descartava a ideia de um projeto de ocupação válido por um ano, alegando ser “muito pouco” para cada residência: “Ou fazíamos um edital, que poderia ser cancelado no fim do ano, numa possível troca de administração, ou esperamos 2012 passar. Aguardamos a reeleição do prefeito, mas não podemos lidar com a incerteza. Para nos antecipar, optamos por um paliativo”, disse o secretário.

O paliativo, ou seja, a comissão criada por Kalil, é agora descartada pelo prefeito.

— A rede não será guiada por essa comissão, mas, sim, por novos projetos de ocupação. Não fazemos políticas públicas com data de término ou prazo de validade por conta de eleições. Quando assumi a prefeitura, tive de cumprir medidas e contratos estabelecidos pelo ex-prefeito Cesar Maia. Não há sentido em rejeitar o modelo de ocupação por conta disso. A prefeitura está atenta aos rumos do teatro na cidade — disse o prefeito que, em 2011, duplicou as verbas destinadas ao Fundo de Apoio ao Teatro (Fate), distribuindo uma verba de R$ 14 milhões para a criação de 75 novas montagens.

Kalil afina seu discurso com o de Eduardo Paes:

— Vamos nos reunir com os atuais gestores e com os nomes que integrariam a comissão para revisar o edital e corrigir os pontos que consideramos errados. Acreditamos que esse é o modelo mais transparente e democrático possível.

O prefeito prevê novidades para 2012:

— Queremos ampliar a Rede Municipal de Teatros e estamos trabalhando para concluir a a compra do Teatro Ipanema, que será o nosso Teatro Paulo Gracindo.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/ocupacoes-de-teatros-do-municipio-estao-mantidas-ate-junho-de-2012-3487661#ixzz1jcwDZxYc
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encontros!

18 out

 

O deTRUPE quer agradecer ao Teatro Phi pela parceria e amizade.

Vivemos uma linda experiência ao lado desse grupo, nos orgulhamos de ter trazido para o palco do ZIMBA algo tão primoroso, feito por pessoas tão especiais. Cada grupo que tem passado pelo deTRUPE, tem nos enchido de alegria e referências, ver a forma que cada um trabalha e se relaciona é um aprendizado, uma troca impagável.

Sigamos no deTRUPE porque ainda estamos na metade! Que venham os outros espetáculos, grupos, trocas, experiências…

Cia Baiana de Risos!

8 out
Cia Baiana de Risos, dias 08 e 09 de outubro no deTRUPE. Olha o que eles escreveram:
Parabéns pela resistência na arte da persistência, parabéns por ter em suas presenças, o melhor reflexo de nossas presenças.

Nos da Cia. Baiana de Risos atuamos dentro e fora do palco. Em cena nossas galhofas são consumidas e refletidas, fora dela somos cientistas bisbilhoteiros que faz de cada atitude alheia uma fonte de estudo e diversão.

Cia. Baiana de Risos

Dona Joana diz:

3 out

 

o deTRUPE – encontro internacional de grupos teatrais produzido pelo Grupo Milongas – iniciou no último dia 01/10 com o show da Dona Joana e eles escreveram para o nosso blog, ó:

“Ficamos honrados com o convite pra abrir esse primeiro deTrupe. Não só porque muitos de nós já conheciam o Milongas, e sabíamos da qualidade do trampo que essa galera realiza, mas principalemente pela proposta do festival: trabalhos realizados em coletivos, em grupos, em trupes. Afinal, somos isso antes de mais nada. Não só a Dona Joana, mas nós todos, no planeta inteiro, somos um grande coletivo trabalhando para mantermos essa nossa (confusa) existência. Tudo bem que poucos percebemos isso, e a grande maioria ainda acredita na vida como uma extensa carreira solo – talvez daí tenha origem todo o caos que a gente vem enfrentando desde o surgimento do tal homo-sapiens – mas é justamente esse o grande barato do deTrupe: buscar uma atenção especial àquele trabalho realizado por mais de um par de mãos, por mais de uma cabeça. Sabemos a bagunça que é criar algo realmente em coletivo: o furor de dar ideias, a frustração de não as aceitarem, a busca por um meio termo que agrade todo mundo… até chegarmos num resultado final, híbrido de todas essas ideias e desapegos, que traz a força de todas esses momentos e acaba adquirindo uma potência inexplicável. O deTrupe mexe com potências inexplicáveis. Somos muito felizes por termos feito parte dele. Vida longa ao DETRUPE!

Um beijo enorme da DONA JOANA.”

http://www.myspace.com/bandadonajoana

o deTRUPE começou!

3 out

 

Sábado demos início ao nosso encontro de grupos de teatro, o deTRUPE! O encontro começou da melhor forma, com música! A banda carioca Dona Joana nos garantiu duas noites ótimas com o seu show Dona Joana-se. Bem, agora temos o mês inteiro pela frente, programe-se!!!

Produzir um encontro de teatro diz muito da nossa história, o Grupo Milongas ao longo desses 8 anos, pegou muita estrada para fazer espetáculos em festivais pelo Brasil a fora, muita história para contar:

* Para Floripa viajamos em uma van onde pessoas, cenário e figurinos se misturavam, qualquer movimento poderia nos levar à morte;

* Uma das muitas vezes para Sumaré-SP um engarrafamento nos atrasou para o espetáculo, o ônibus virou camarim  e chegando no teatro da cidade, os atores saíram do ônibus diretamente para o palco;

* Uma das viagens para Patos de Minas, a UNIRIO alugou um ônibus  onde uns três grupos viajaram juntos. Foi a primeira vez que viajamos com o Matheus Rebelo, que mais tarde viria a integrar o Grupo Milongas e que nessa ocasião estava indo apresentar O Sonho;

* Em uma das passagens pela Dutra, um engarrafamento fez com que o grupo todo procurasse uma moita na estrada para fazer xixi, o pior é numa dessa o ônibus andou e um dos integrantes (não revelaremos quem) saiu praticamente correndo atrás do mesmo com as nádegas a mostra (fez a alegria de muito motorista entediado com o trânsito – uma quebra de rotina). Essa foi a mesma viagem que teve muita briga por causa da sueca ( o jogo );

* E em 2011, na nossa primeira viagem internacional, estava tudo lindo, a gente se achando muito importante, mas…extraviou bagagem, tivemos que nos separar da linda Cachamorra do Sana (que agora mora em um guarda-volumes em SP), nos hospedamos em um pulgueiro, os meninos descobriram porque as Venezuelanas ganham tanto o  Miss Universo, passamos duas semana assim ó: unha e carne!

Bem, não dá para contar tudo, é muita história! Passamos por muita coisa junto, profissionais e pessoais, problemas de famílias, desilusões amorosas, problemas finaceiros (!!!!!!!!!!). Escrever essas questões não é falar do Grupo Milongas, é falar de grupos, de convívio, de família, de união, de mãos entrelaçadas. E o deTRUPE foi pensado para isso, para homenagear esses coletivos, para homenagear essas resistências, essas uniões de poderes (assistimos muito Capitão Planeta, nossa inspiração vem daqui).

E agora queremos convidá-los, o ZIMBA vai ferver, vai ser lindo! A Programação está no site e a gente conta, de verdade, com a presença de todos.

(www.grupomilongas.com).

Programe-se!!!

* aproveitamos a oportunidade para agradecer aos grupos que virão à esse encontro.